Há quase quatro meses em casa. De volta aos velhos hábitos, “pras coisas que eu deixei”, para as pessoas que amo e blá e blá e blá
…
Até onde o amor te consola? Até onde ele te sustenta? Até onde conforta?
A casa da gente é o lugar pra onde sempre voltamos e pra onde sempre podemos voltar. É essa noção que levamos quando partimos. Mas levamos quando partimos!(…)
É difícil quando agente passa a ter autonima de discernimento que foi justamente aprendido em casa, e acaba por usá-lo dentro dela mesma.
Se relacionar dentro da instituição família. Já percebeu o quanto isso é difícil? O quanto isso requer práticas de (con)vivência minuciosíssimas para poucos anos de idade? E pior já parou pra pensar que pode ser o lugar onde menos usamos critérios de civilidade?
Espaço sempre foi uma causa que sempre briguei na minha vida. Independente do sentido que tenha. Espaço físico, comportamental, privado, público, o de me expressar, verbalizar, o meu, o seu. Por isso, sempre fiz questão de determinar o meu. Não como forma delimitar, supervisionar e especificar até onde você pode chegar (não dentro de casa), mas como forma de dizer que assim como exijo que respeite o meu lado, faço questão de reverenciar o seu!
Chegando em casa, tudo estava do seu mesmo jeito de quando eu parti. Os móveis, a disposição dos comodos, as janelas, as portas, a metragem. E veja só, até o número de pessoas!.. Ninguém a menos, mas o que foi inevitável notar, eu a mais.
Começou com um simples desfazer de malas e espaço nas gavetas, e foi até à circunstâncias agora até que cômicas: uma luta (sem vencendor real) para o pódio de possuidor de mais direito, até chegar em *de que lado você está?…
Nem me passa pela cabeça fazer disso o drama do post ou me vitimizar por aqui. Foi só a constatação mais fria e sem melismas que se chega após alguns desencontros na boa tolerância que se deveria tomar nas relações familiares!
Ouvimos uns, escutamos outros, ouve o que se quer, escuta o que não e assim vão-se os dias. nota-se posturas, percebe-se distâncias e vai que passam mais dias e os antigos abismos que a saudade afastou (temporariamente, era o que não sabia), vão tomando novamente proporções que vão se retornando irreversíveis. Parece uma contradição dizer que *retorna irreversível, mas tem seu sentido.
E em casa acontece isso ás vezes… Levanta-se bandeiras, toma-se partidos e não se percebe que a guerra subliminarmente cravada, é contra si próprio que fica por aí vagando procurando refúgio em terras distantes. E acredite em mim, esses refugios serão meros oasis!
De pouco adianta meias convivências e meias palvras! Pra alguns isso nao faz diferença, mas pra outros fica nó na garganta e nódulos no coração. E não pense você (é você mesmo!) que menosprezando ou discreditando do que eu disse até aqui, eu acredito que isso não te afligi de outras formas na mesma intensidade!…
Sei e confesso que tenho minhas parcelas de culpa em partes iguais em muitos aspectos nessa maré de desentendimentos que estã passando. Mas o que não dá, é ser conivente, submissa ou sempre dar o braço a torcer e o primeiro passo pra que as coisas melhores à panos quentes. O que há tempos não tem mais acontecido!…
Mas deu! A saudade já matou, a novidade já passou, os assuntos já acabaram e a rotina dura e corrida pegou todo mundo denovo! A dura responsabilidade que sempre será perpetuar laços, sempre precisará de manuntenção! Por mais que eles já estejam fincados muito além do que nossa vã filosofia possa tentar entender, deixar que o ´nada´ acerte as diferenças, traz resultados que só o ´nada´pode trazer!…
Diminiu o espaço no guardaroupa mas também no coração dos que não tem mais argumentos pra se convencer que sempre valerá a pena!
É triste. Mas é crescimento, passa e sempre é hora de partir!…

on the road again...
Cuspido e escrito de uma só vez e sem revisões!…
por isso, outra hora mais!…
Carol