Abril 2009


Impaciência

Irritabilidade

Indisposição

Junte tudo ou se manifeste com uma pequena porcentagem de algumas dessas qualidades citadas acima e tenha um dia bem longo pela frente.

Claro que existem pessoas com diferentes graus de tolerância e com diferentes maneiras de lidar com esse tipo de situação, mas se existe uma coisa que é inevitavelmente contagiante, é MAU HUMOR.

Você acorda, só acorda, e já sai distribuindo doçuras pro travesseiro. Lava seu rosto e comemora pro espelho a água fria de manhã, tropeça no degrau da escada e solta uma penca de flores, queima a boca com seu café quente e libera seu mais encantador sussurro. Mas na verdade, o que voce realemnte anceia é encontrar seus companheiros de trabalho, seus “amigos” (sim, porque nessa hora você os considerará “amissíssimos” para tanto) para despejar ou no mínimo dividir com eles toda essa sua alegria de viver!

(…)

Eu nunca fui de levar as coisas muito a sério. …Mentira! Na verdade aprendi agora desconsiderar e não dar atenção pra muita coisa, mas tem vezes que a coisa passa da linha de segurança, e é preciso  fazer uma exclamação como essa aqui para recolocar as coisas no eixo.

Se tem algo que não suporto é estupidez. Estupidez é tudo aquilo que não cabe em lugar nenhum e você enfia na primeira oportunidade que têm como forma de dar o troco do que não existe. É desnecessária, exagerada, arrogante e sempre, sempre acaba machucando alguém.

Tá. Nossa vida é uma loucura. É isso que me diz, não é? Correria, compromissos, obrigações, horários… tá. E ai? Até onde isso equivale seu humor? Até onde isso compromete seu estado de espirito?  E pior ainda, ate onde vai culpá-la (a dura vida que se tem) por isso?

As pessoas da nossa vida fazem parte dela em mais ou menos grandeza porque assim permitimos e com o pedaço que disponibilizamos. Isso não as deixa de todo como integrantes dela, mas se fomos nós que as escolhemos, porque não ter o mínimo de cuidado?

O negócio acontece quase como um empurrão, sabe? Você chega com velocidade, abre caminho e dá um empurrão com intenção de assustar e intimidar. Sem perguntar pra esses semi-proprietários do seu convívio se estão afim de tomar do doce que você tomou, você vai lá e da de graça mesmo! Entende-se isso como um incrivel poder de solidariedade? Não! Como pobreza de senso, ou descontrole, como preferir.

Então, previna-se! Sentindo o menor incômodo ou desassossego, desamarre os sapatos, afrouxe o cinto e respire fundo. Ninguém precisa engolir sapos ou aguentar desatinos. Mas os seus serão tão insuportaveis quanto! Por isso relaxe e viva com menos pânico. Pânico da obediência que criamos pra nós mesmos e, segure sua onda! Seja egoísta e respeite espaços delimitados por uma única linha: educação!

Não é fácil viver em sociedade mesmo, mas há de se fazer o que:? Normalmente é agente que porcura esse ambiente mesmo!… O grupo, a sociabilidade, o compartilhar idéias, a distribuição de tarefas. Mas, guarde o resto pra si! Os rancores com o mundo e os problemas inventados sáo pesados demais pra se arrastar até o prósimo pra quem você quer entregar. Dispense-os no caminho até lá.  E se, mesmo assim não conseguir, abra a porta do quintal e dê um grito bem grande. Lá, quem quiser se aproveitar dele como um estímulo pra dar uma sacudida no dia, vai caber direitnho e fará bem aos dentes! E aí o seu dia terá servido pra alguma coisa de fato!

“Preocupação (pré-ocupação) é igual mascar chiclete pra resolver uma equação de álgebra” – Pedro Bial, Filtro Solar

Do mais, tudo em paz!

Por enquanto, só (porque agora eu tenho acento no teclado! ufa)!

Um beijo e um grito na varanda!

Carol

P.S.: Ah! Parte bem pequena, mas parte signifiante e conclusiva desta obra, é de autoria de Pepê Mansano.

O “estímulo” a Pepe deu! rss

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Com insistentes visitas ao blog do <tag> Prof. Wladymir Ungaretti </tag>, finalmente vi sua retomada.

Apesar de nao costumar me apresentar muito por onde passo, era visitante frequente a seu blog e fiquei decepcionada com a suspensao do mesmo.

Como forma de protesto o Prof. Wladymir Ungaretti se calou durante tempos sob censura, eu disse censura. Em suas publicacoes, porque afinal de contas estamos num pais livre onde tratamos tambem como livre a “liberdade de expressao” (ok, eu ainda posso ironizar sem ser censurada, neh?), embutia satiras e ridicularizava nas inumeras picaretagens dentro do mundo da midia.

Em forma de protesto, como o mesmo manifestou, silenciou suas publicacoes e nos deixou carentes de conteudo na web. Eh deprimente por onde essas situacoes caminham…

Mas nao vou me estender por demais.

Peco a todos, que tambem faca parte de suas visitas na rede, o blog de Wladymir! Sempre ha coisas interessantes pra se ver la!

“Vamos continuar procurando a alma das ruas. Nos  bares, lancherias e restaurantes frequentado pelo povo. É onde escutamos as verdadeiras verdades. Todos os dias temos uma história como esta. Almas, utopias e procuras. Agradeço todas as manifestações de solidariedade. Precisamos, apenas, de um tempo para pensar  novas transgressões”

http://www.pontodevista.jor.br/blog/

Por esses dias, novas atualizacoes aqui, passem sempre!

Por enquantom soh!

Carol

Hoje. Com muita coisa a dizer.

Faz tempo que nao me dava um ataque de revolta. Daqueles que eu tinha ouvindo Cazuza, Legiao e Gabriel o pensador. Mas passando um pouco dessa fase “mudar o mundo”, hoje me revoltei (mas ja me reconciliei) com coisas que me revoltavam ha um tempo atras que eram mais proximas a mim do que a guerra do Afeganistao por exemplo.

La em casa ninguem nunca precisou falar (apesar de ter sido varias vezes dito) que independente de qual profissao seguissemos apos terminados os estudos, fariamos uma universidade. E nao importa se o plano fosse ser picoleiro ambulante, iriamos fazer faculdade e ponto.

Enfim, passou que, acabado meu 3* colegial eu como primogenita, tinha escolha na base de uma democracia familiar:

.1 Terminar o colegial e comecar uma faculdade

.2 Terminar o colegial, comecar um cursinho pre-vestibular e no ano seguinte, comecar uma faculdade.

Dentre tantas opcoes, resolvi inovar: fiquei com comecar logo uma faculdade…

Meu objetivo sempre foi ser bailarina e ainda luto muito pra isso – sim, porque eh uma luta! – E desde entao, todas as minhas atencoes estavam voltadas soh pra isso.

Ballet eh uma arte cara. Se pretende ter resultados, opte por profissionais qualificados, e isso lhe sera bem caro. Nunca tive condicoes financeiras pra entrar numa escola ou academia de danca. Isso explica minha iniciacao tardia. Porem na minha cidade entre tantas coisas que tenho a reclamar, foi onde tive oportunidade na Escola Municipal de Artes, que se iniciou em 2001, de entrar no meio.

Mas voltando a epoca da faculdade: -Fazia de 3 a 5  aulas de ballet por dia, me enfiando em projetos, cursos, oficinas, viajens a Sao Paulo (nada perto de Rio Preto, 5 hs de viajem) alem de ser professora de ballet nos lugares mais loucos que voce pode imaginar.  Amo essa vida e sera impossivel nao carrega-la pra onde for.

So que, danca eh um negocio complicado. Ou voce vive pra ela e ponto se quer chegar onde pretende ou fica pelo caminho. Sem contar que estamos falando de um meio mais complicado ainda. Artista ja tem um serio problema de estar sempre acompanhado. Se pega um voo por exemplo, tem que pagar por duas passagens: uma para si mesmo, outra para o ego. Bailarinos no geral pagam tres (…).

Mas isso sao coisas superficiais que sabendo lidar, incomodam mas se tira de letra. So que como se trata tambem de um esporte, nao se pode parar. O corpo perde rapidamente o que levou anos para conquistar.

Eu nao queria fazer faculdade naquele ano. Queria um ano para dedicar ainda mais. Queria usar 24hs do meu dia fazendo aulas, ensaiando, estudando variacoes e todos os estilos possiveis. Estava cheia de oportunidades e comecando a ser notada em varios lugares. E alem do mais o que eu queria de fato do mundo universitario, era Jornalismo ou Cinema. Coisas que nao existem em Rio Preto e que tomariam integralmente meu tempo. Coisas com o que eu nao queria dispor especificamente ‘naquele’ momento. Acordava ballet, dormia danca.

Maaasss como disse, por livre e espontanea pressao, optei por Educacao Fisica. O curso que teria mais proximidade com danca. E esses “ia” sao terriveis.

Que cursinho mais nada-a-ver-comigo da face da Terra… Claro que existem excelentes profissionais no ramo e estudantes comprometidissimos, mas a grande maioria sao filhinhos de papai que gostam de jogar bola ou marombadinhos de academia que frequentam a universidade como extensao da balada do fim de semana… Ai chegada a hora, mesma que a minha, que pra nao pedir dinheiro diretamente pro pai, fazem uma troca de favores: – “Ta pai: voce paga, eu estudo, e ai voce continua me dando mesada. Mas ninguem precisa saber da parte da mesada, ta?”

Eu, detestava o curso. Tirando a parte pedagogica, educacao infantil, sociologiga e fisiologica que gostava bastante, do resto ficava me perguntando o que eu estava fazendo ali?! Aula de Teoria do Futebol!… Aula de Teoria do Basquete?!… “Caramba o que eu estou fazendo aquii????”

Eu dava aula a tarde toda. No fim da tarde ia para meu retiro espiritual que era a Casa de Cultura, onde soh saia de la depois de todas as aulas feitas com o meu Maestro Juan Suarez, e depois das 23hs. Entao optei pelo curso diurno, claro. Acordava cedo com um baita bico quilometrico e ia pra Faculdade arrastada, afinal de contas eu pagava a mensalidade… Chegava la muitas (quase todas) vezes assistia 15, 20 min de aula, me enchia a paciencia, me retirava e ia pra biblioteca. Pegava o livro que nao tinha terminado no dia anterior e devorava! Da Revista Superinteressante ao Estadao, de advocacia a teologia. Fiz tanta amizade com a galera da biblioteca e conhecia tanto aquele lugar, que tinha uma prateleira organizada por mim e se se atrapalhassem pra achar alguma obra, eu ia la na prateleira certa e encontrava.

Voltava pro intervalo com a galera, pegava a materia da aula anterior e voltava pra mais 20 min de tolerancia na sala de aula. E o pior, nunca tive problemas com notas… nao que eu seja super dotada nem nada disso… eh que sabe como eh neh? Graaannde universidade e tal.

Nessa passei dois anos. Minha paciencia foi pro saco, ganhei intolerancia e um mau humor que nao cabia mais.

Eh fogo (pra nao falar um palavrao). Agente, mesmo que independente, responsavel, “crescidinho”, sempre tem algo que nos deixa ligados interruptamente com nossos pais. Pra alguns mais outros menos, sempre temos o que nos prende ou o que no minimo nos faz repensar. O problema eh quando isso comeca a nos bloquear de uma serie de coisas e acaba nos deixando amarrados no portao de casa.

Era um acordo silencioso que estava definido:

-Ok, eu faco a Universidade tao sagrada, e continuo no ballet.

ou

-A sua prioridade eh a faculdade. Se nao cumprir com ela, vamos complicar muito suas “outras” coisas.

La em casa, sempre fomos estimulados a fazer o que gostassemos, mas de todo nao era bem assim! Era mais pra fazer o que gostassemos soh se aquilo fosse 100% garantia de uma vida estavel e segura. E esse tipo de coisa nunca me pegou muito nao.

Eu tinha duas coisas muito claras na cabeca: se eu nao fosse mandar pro saco 2 anos de Ed Fisica, largar tudo e me mandar pra Sao Paulo no final daquele ano (onde ja tinha trabalho e agilizado varias coisas pra me manter la), iria mandar pro saco 2 anos de Ed Fisica, abandonar danca e comecar o curso que eu queria de fato.

Ai deu no que deu… Larguei tudo o que ja estava me fartando: Uma faculdade frustrada, decepcoes com a galera do meio, esse mal humor que nunca foi meu, um namoro que arrastado que so me atrasava e me mandei pra ca!

Na primeira bambeada de duvida se aceitava ou nao essa proposta de trabalho, me joguei. E ja disse e digo de novo: foi o melhor coisa que eu poderia ter feito! As coisas que ganhei e estou vivendo aqui sao impagaveis! Desde de grana, experincia a consciencia. Essa, a mais valida!

Nao culpo meus pais de maneira nenhuma. Sei que toda essa pressao que talvez so eu sentisse, eh cuidado em excesso, pura preocupacao e pretensao de fazer a coisa certa. De dar aquela equivocada ideia de “caminho certo” ou “emcaminhada certa”.

Sai do colegial com 18 anos. 18 anos! Me diz o que voce sabe, o que quer da vida com 18 anos? Ta, agente sabe (eu, bailarina). Mas e dai? E ai?

Eu acho que todo mundo tinha que terminar os estudos e ter um ano pra colocar a cabeca no lugar. Que isso fosse parte do curriculo escolar, sabe? 

-Para concluir o ensino medio o aluno devera cursar um ano e ser aprovado nas seguintes disciplinas:

 >”pensar no dia seguinte”,

>”pensar o que quer pra sua vida,

>”pensar no que nao quer pra sua vida”

>”pensar em fazer coisas que te deem prazer (prosissionais hein?)” 

>”arrumar um dragao de estimacao” (essa fica por minha conta).

Ensino superior eh um fato e mais que necessidade. Alem de tudo que ja sabemos, te abre para novos horizontes. Ate fazendo um curso avesso ao meu gosto, tive retornos incriveis. Imagina fazendo o que gosto?

Eu sou um problema e isso tambem eh um fato. Agora vejo tudo com outros olhos. Nao, eu nao vou contradizer tudo o que disse ate agora!

Agora eu nao vejo a hora de voltar pro Brasil, pra prestar um vestibular e fazer o que queria realmente! Sinto uma falta, um buraco enorme de ler, ler, ler, ler, ler (sendo aqui um tanto quanto dificil conseguir ler alguma coisa), estudar, estudar, estudar, estudar, pesquisar, pesquisar, pesquisar.Me enfiar de cabeca num projeto, sabe? Produzir, render, estampar ideias, escancarar conceitos, enfim. Tenho sede dessas coisas novamente, e sei que isso vai me levar devolta pra sala de aula assim que pisar na terrinha, com todo prazer!

Nao tenho pensado em outra coisa… Foi igual quando cortei meu cabelo curto: – Primeiro pensei a respeito. Depois, passei a pesquisar sobre. Depois pensei seriamente sobre o assunto. Depois, alisei o cabelo. Depois, fui lah e cortei!

Sobre tudo isso que ja falei, pensei, pensei seriamente, alisei o tema…

 E agora, soh falta mudar o corte de novo! …

“Ten cha”!