Aquela moça ali sentada, balançando os pés e com o cabelo misturado ao vento me disse que ficaria de vez se eu a fizesse livre. Disse que faria laços na brisa e se prenderia a mim se eu lhe tirasse os grilhões. Ela disse que daria ao meu mundo quantas cores eu quisesse e que os cheiros e sons seriam suaves e enternecedores. Me disse que ela teria o sabor que melhor me coubesse e que seria tão minha que eu não me reconheceria distante dela. Mas eu tenho medo. Sempre penso que ela tenta me encantar para fugir. Como uma sereia ou outro ser mágico.

Assim eu fico sem ela enquanto ela me tem. Fui preso pelo meu medo. E morro de amor e saudade daquela que eu sempre vejo, que me habita e que eu nunca tive.

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