O que eu penso que penso o que (?)


Há quase quatro meses em casa. De volta aos velhos hábitos, “pras coisas que eu deixei”, para as pessoas que amo e blá e blá e blá

Até onde o amor te consola? Até onde ele te sustenta? Até onde conforta?

A casa da gente é o lugar pra onde sempre voltamos e pra onde sempre podemos voltar. É essa noção que levamos quando partimos. Mas levamos quando partimos!(…)

É difícil quando agente passa a ter autonima de discernimento que foi justamente aprendido em casa, e acaba por usá-lo dentro dela mesma.

Se relacionar dentro da instituição família. Já percebeu o quanto isso é difícil?  O quanto isso requer práticas de (con)vivência minuciosíssimas para poucos anos de idade? E pior já parou pra pensar que pode ser o lugar onde menos usamos critérios de civilidade?

Espaço sempre foi uma causa que sempre briguei na minha vida. Independente do sentido que tenha. Espaço físico, comportamental, privado, público, o de me expressar, verbalizar, o meu, o seu. Por isso, sempre fiz questão de determinar o meu. Não como forma delimitar, supervisionar e especificar até onde você pode chegar (não dentro de casa), mas como forma de dizer que assim como exijo que respeite o meu lado, faço questão de reverenciar o seu!

Chegando em casa, tudo estava do seu mesmo jeito de quando eu parti. Os móveis, a disposição dos comodos, as janelas, as portas, a metragem. E veja só, até o número de pessoas!.. Ninguém a menos, mas o que foi inevitável notar, eu a mais.

Começou com um simples desfazer de malas e espaço nas gavetas, e foi até à circunstâncias agora até que cômicas:  uma luta (sem vencendor real) para o pódio de possuidor de mais direito, até chegar em *de que lado você está?

Nem me passa pela cabeça fazer disso o drama do post ou me vitimizar por aqui. Foi só a constatação mais fria e sem melismas que se chega após alguns desencontros na boa tolerância que se deveria tomar nas relações familiares!

Ouvimos uns, escutamos outros, ouve o que se quer, escuta o que não e assim vão-se os dias. nota-se posturas, percebe-se distâncias e vai que passam mais dias e os antigos abismos que a saudade afastou (temporariamente, era o que não sabia), vão tomando novamente proporções que vão se retornando irreversíveis. Parece uma contradição dizer que *retorna irreversível, mas tem seu sentido.

E em casa acontece isso ás vezes… Levanta-se bandeiras, toma-se partidos e não se percebe que a guerra subliminarmente cravada, é contra si próprio que fica por aí vagando procurando refúgio em terras distantes. E acredite em mim, esses refugios serão meros oasis!

De pouco adianta meias convivências e meias palvras! Pra alguns isso nao faz diferença, mas pra outros fica nó na garganta e nódulos no coração. E não pense você (é você mesmo!) que menosprezando ou discreditando do que eu disse até aqui, eu acredito que isso não te afligi de outras formas na mesma intensidade!…

Sei e confesso que tenho minhas parcelas de culpa em partes iguais em muitos aspectos nessa maré de desentendimentos que estã passando. Mas o que não dá, é ser conivente, submissa ou sempre dar o braço a torcer e o primeiro passo pra que as coisas melhores à panos quentes. O que há tempos não tem mais acontecido!…

Mas deu! A saudade já matou, a novidade já passou, os assuntos já acabaram e a rotina dura e corrida pegou todo mundo denovo! A dura responsabilidade que sempre será perpetuar laços, sempre precisará de manuntenção! Por mais que eles já estejam fincados muito além do que nossa vã filosofia possa tentar entender, deixar que o ´nada´ acerte as diferenças, traz resultados que só o ´nada´pode trazer!…

Diminiu o espaço no guardaroupa mas também no coração dos que não tem mais argumentos pra se convencer que sempre valerá a pena!

É triste. Mas é crescimento, passa e sempre é hora de partir!…

on the road again!...

on the road again...

Cuspido e escrito de uma só vez e sem revisões!…

por isso, outra hora mais!…

Carol

Eu acho que até agora nesses textos que já escrevi pro blog, sempre (insistidamente) citei e sempre vou citar situações que relacionem e digam sobre valores, conceitos, princípios. Não por intenção premeditada, mas porque essas ‘coisas’ estão tão presentes no meu dia (e são tanto quanto defendidas por mim), que tudo que me diz respeito, acaba sendo avaliado pelos mesmos. Ou seja, invariavelmente, aqui se fala sobre Identidade!

Mas pretendo ser um pouco mais abstrata no que tenho a dizer agora!

As vezes, se deseja algo com emoção que não se classifica entre mais nobres. E acaba-se por sentir apego, inveja, possessão, vingança e tantos outros sinônimos que podem brotar de um ego ferido. E então, aquilo que não está pra ser compreendido e o que não se pode enxergar a olho nu, quando com essas intenções, invade a paz de quem se refere com tanto sinônimo que acaba realmente conseguindo deixar parte do outro pertubado de fato!

Tá.:

inperceptiveis à razão

inperceptiveis à razão

Eu acredito em muitas coisas! Muitas das quais se eu citasse aqui, você provavelmente deixaria de me levar muito a sério (rs), mas acredito na capacidade de atingir o outro através de maus pensamentos sim. Nem que seja um incomodozinho, que atingi, atingi. Ficamos confusos, as oportunidades se afastam, as pessoas se distanciam e não enxergamos dois palmos a frente do nariz e se não tivermos consciência de uma porção de coisas, ficamos nessa por tempos a fio. O problema, é que  temos mais força do que pensamos, seja ela boa ou ruim.Uma coisa que aprendi é que nada é definitivo! Por isso, essa más intenções que acabam se aproximando e até seguindo por um tempinho, logo se diluem quando se tem idéia do que se passa! E somos capazes de dar o troco incoscientemente e de um jeito que desconhemos!

Quando você assume postura de você mesmo e põem rédias firmes nos seus rumos, as coisas se invertem!

Não adianta!…
Pode tentar, forçar, espernear, mas nada, NADA se consegue se a parte pura (se ainda lhe restar) da sua alma não estiver de comum acordo! Tudo que não for de coração limpo, sincero, não consegue ir muito longe! E ainda se inverte contra si próprio! Seja no trabalho, nos relacionamentos, na vida! Nada que seja feito sem o mínimo de bom senso tem capacidade significativa! E nada que seja combatido com indiferença e perdão, não seja curado!

De fôlego dobrado, missões cumpridas, atividades retomadas, rumos redefinidos e coração preenchido, posso dizer que estou devolta e muito bem em estar de volta! O que me importa de verdade, são as minhas mais lindas novidades que estão me acontecendo agora! E estas, eu não deixo qualquer cisco levar!

Ir contra ao seu senso crítico, é atraso de vida!

Reservei esse espaço hoje aqui, pra falar de coisas mais “incorpóreas” que acredito e que talvez possam servir pra algo do seu dia! Talvez boa parte (ou tudo) que se mencionou até aqui, não seja compreendido. Mas vale mais pra o que você tem aí junto com você! 😉

Boas reflexões!

[ou indagações!]

Breve mais!

Grande beijo!

e ah!

Diódi Nins Lens! (21x) ___ Porque eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge! E tenho dito! rs

inté!

Carol

(ah! deixa um oi pra eu saber que você passou aqui, vai?rs beijos!)

Impaciência

Irritabilidade

Indisposição

Junte tudo ou se manifeste com uma pequena porcentagem de algumas dessas qualidades citadas acima e tenha um dia bem longo pela frente.

Claro que existem pessoas com diferentes graus de tolerância e com diferentes maneiras de lidar com esse tipo de situação, mas se existe uma coisa que é inevitavelmente contagiante, é MAU HUMOR.

Você acorda, só acorda, e já sai distribuindo doçuras pro travesseiro. Lava seu rosto e comemora pro espelho a água fria de manhã, tropeça no degrau da escada e solta uma penca de flores, queima a boca com seu café quente e libera seu mais encantador sussurro. Mas na verdade, o que voce realemnte anceia é encontrar seus companheiros de trabalho, seus “amigos” (sim, porque nessa hora você os considerará “amissíssimos” para tanto) para despejar ou no mínimo dividir com eles toda essa sua alegria de viver!

(…)

Eu nunca fui de levar as coisas muito a sério. …Mentira! Na verdade aprendi agora desconsiderar e não dar atenção pra muita coisa, mas tem vezes que a coisa passa da linha de segurança, e é preciso  fazer uma exclamação como essa aqui para recolocar as coisas no eixo.

Se tem algo que não suporto é estupidez. Estupidez é tudo aquilo que não cabe em lugar nenhum e você enfia na primeira oportunidade que têm como forma de dar o troco do que não existe. É desnecessária, exagerada, arrogante e sempre, sempre acaba machucando alguém.

Tá. Nossa vida é uma loucura. É isso que me diz, não é? Correria, compromissos, obrigações, horários… tá. E ai? Até onde isso equivale seu humor? Até onde isso compromete seu estado de espirito?  E pior ainda, ate onde vai culpá-la (a dura vida que se tem) por isso?

As pessoas da nossa vida fazem parte dela em mais ou menos grandeza porque assim permitimos e com o pedaço que disponibilizamos. Isso não as deixa de todo como integrantes dela, mas se fomos nós que as escolhemos, porque não ter o mínimo de cuidado?

O negócio acontece quase como um empurrão, sabe? Você chega com velocidade, abre caminho e dá um empurrão com intenção de assustar e intimidar. Sem perguntar pra esses semi-proprietários do seu convívio se estão afim de tomar do doce que você tomou, você vai lá e da de graça mesmo! Entende-se isso como um incrivel poder de solidariedade? Não! Como pobreza de senso, ou descontrole, como preferir.

Então, previna-se! Sentindo o menor incômodo ou desassossego, desamarre os sapatos, afrouxe o cinto e respire fundo. Ninguém precisa engolir sapos ou aguentar desatinos. Mas os seus serão tão insuportaveis quanto! Por isso relaxe e viva com menos pânico. Pânico da obediência que criamos pra nós mesmos e, segure sua onda! Seja egoísta e respeite espaços delimitados por uma única linha: educação!

Não é fácil viver em sociedade mesmo, mas há de se fazer o que:? Normalmente é agente que porcura esse ambiente mesmo!… O grupo, a sociabilidade, o compartilhar idéias, a distribuição de tarefas. Mas, guarde o resto pra si! Os rancores com o mundo e os problemas inventados sáo pesados demais pra se arrastar até o prósimo pra quem você quer entregar. Dispense-os no caminho até lá.  E se, mesmo assim não conseguir, abra a porta do quintal e dê um grito bem grande. Lá, quem quiser se aproveitar dele como um estímulo pra dar uma sacudida no dia, vai caber direitnho e fará bem aos dentes! E aí o seu dia terá servido pra alguma coisa de fato!

“Preocupação (pré-ocupação) é igual mascar chiclete pra resolver uma equação de álgebra” – Pedro Bial, Filtro Solar

Do mais, tudo em paz!

Por enquanto, só (porque agora eu tenho acento no teclado! ufa)!

Um beijo e um grito na varanda!

Carol

P.S.: Ah! Parte bem pequena, mas parte signifiante e conclusiva desta obra, é de autoria de Pepê Mansano.

O “estímulo” a Pepe deu! rss

Hoje. Com muita coisa a dizer.

Faz tempo que nao me dava um ataque de revolta. Daqueles que eu tinha ouvindo Cazuza, Legiao e Gabriel o pensador. Mas passando um pouco dessa fase “mudar o mundo”, hoje me revoltei (mas ja me reconciliei) com coisas que me revoltavam ha um tempo atras que eram mais proximas a mim do que a guerra do Afeganistao por exemplo.

La em casa ninguem nunca precisou falar (apesar de ter sido varias vezes dito) que independente de qual profissao seguissemos apos terminados os estudos, fariamos uma universidade. E nao importa se o plano fosse ser picoleiro ambulante, iriamos fazer faculdade e ponto.

Enfim, passou que, acabado meu 3* colegial eu como primogenita, tinha escolha na base de uma democracia familiar:

.1 Terminar o colegial e comecar uma faculdade

.2 Terminar o colegial, comecar um cursinho pre-vestibular e no ano seguinte, comecar uma faculdade.

Dentre tantas opcoes, resolvi inovar: fiquei com comecar logo uma faculdade…

Meu objetivo sempre foi ser bailarina e ainda luto muito pra isso – sim, porque eh uma luta! – E desde entao, todas as minhas atencoes estavam voltadas soh pra isso.

Ballet eh uma arte cara. Se pretende ter resultados, opte por profissionais qualificados, e isso lhe sera bem caro. Nunca tive condicoes financeiras pra entrar numa escola ou academia de danca. Isso explica minha iniciacao tardia. Porem na minha cidade entre tantas coisas que tenho a reclamar, foi onde tive oportunidade na Escola Municipal de Artes, que se iniciou em 2001, de entrar no meio.

Mas voltando a epoca da faculdade: -Fazia de 3 a 5  aulas de ballet por dia, me enfiando em projetos, cursos, oficinas, viajens a Sao Paulo (nada perto de Rio Preto, 5 hs de viajem) alem de ser professora de ballet nos lugares mais loucos que voce pode imaginar.  Amo essa vida e sera impossivel nao carrega-la pra onde for.

So que, danca eh um negocio complicado. Ou voce vive pra ela e ponto se quer chegar onde pretende ou fica pelo caminho. Sem contar que estamos falando de um meio mais complicado ainda. Artista ja tem um serio problema de estar sempre acompanhado. Se pega um voo por exemplo, tem que pagar por duas passagens: uma para si mesmo, outra para o ego. Bailarinos no geral pagam tres (…).

Mas isso sao coisas superficiais que sabendo lidar, incomodam mas se tira de letra. So que como se trata tambem de um esporte, nao se pode parar. O corpo perde rapidamente o que levou anos para conquistar.

Eu nao queria fazer faculdade naquele ano. Queria um ano para dedicar ainda mais. Queria usar 24hs do meu dia fazendo aulas, ensaiando, estudando variacoes e todos os estilos possiveis. Estava cheia de oportunidades e comecando a ser notada em varios lugares. E alem do mais o que eu queria de fato do mundo universitario, era Jornalismo ou Cinema. Coisas que nao existem em Rio Preto e que tomariam integralmente meu tempo. Coisas com o que eu nao queria dispor especificamente ‘naquele’ momento. Acordava ballet, dormia danca.

Maaasss como disse, por livre e espontanea pressao, optei por Educacao Fisica. O curso que teria mais proximidade com danca. E esses “ia” sao terriveis.

Que cursinho mais nada-a-ver-comigo da face da Terra… Claro que existem excelentes profissionais no ramo e estudantes comprometidissimos, mas a grande maioria sao filhinhos de papai que gostam de jogar bola ou marombadinhos de academia que frequentam a universidade como extensao da balada do fim de semana… Ai chegada a hora, mesma que a minha, que pra nao pedir dinheiro diretamente pro pai, fazem uma troca de favores: – “Ta pai: voce paga, eu estudo, e ai voce continua me dando mesada. Mas ninguem precisa saber da parte da mesada, ta?”

Eu, detestava o curso. Tirando a parte pedagogica, educacao infantil, sociologiga e fisiologica que gostava bastante, do resto ficava me perguntando o que eu estava fazendo ali?! Aula de Teoria do Futebol!… Aula de Teoria do Basquete?!… “Caramba o que eu estou fazendo aquii????”

Eu dava aula a tarde toda. No fim da tarde ia para meu retiro espiritual que era a Casa de Cultura, onde soh saia de la depois de todas as aulas feitas com o meu Maestro Juan Suarez, e depois das 23hs. Entao optei pelo curso diurno, claro. Acordava cedo com um baita bico quilometrico e ia pra Faculdade arrastada, afinal de contas eu pagava a mensalidade… Chegava la muitas (quase todas) vezes assistia 15, 20 min de aula, me enchia a paciencia, me retirava e ia pra biblioteca. Pegava o livro que nao tinha terminado no dia anterior e devorava! Da Revista Superinteressante ao Estadao, de advocacia a teologia. Fiz tanta amizade com a galera da biblioteca e conhecia tanto aquele lugar, que tinha uma prateleira organizada por mim e se se atrapalhassem pra achar alguma obra, eu ia la na prateleira certa e encontrava.

Voltava pro intervalo com a galera, pegava a materia da aula anterior e voltava pra mais 20 min de tolerancia na sala de aula. E o pior, nunca tive problemas com notas… nao que eu seja super dotada nem nada disso… eh que sabe como eh neh? Graaannde universidade e tal.

Nessa passei dois anos. Minha paciencia foi pro saco, ganhei intolerancia e um mau humor que nao cabia mais.

Eh fogo (pra nao falar um palavrao). Agente, mesmo que independente, responsavel, “crescidinho”, sempre tem algo que nos deixa ligados interruptamente com nossos pais. Pra alguns mais outros menos, sempre temos o que nos prende ou o que no minimo nos faz repensar. O problema eh quando isso comeca a nos bloquear de uma serie de coisas e acaba nos deixando amarrados no portao de casa.

Era um acordo silencioso que estava definido:

-Ok, eu faco a Universidade tao sagrada, e continuo no ballet.

ou

-A sua prioridade eh a faculdade. Se nao cumprir com ela, vamos complicar muito suas “outras” coisas.

La em casa, sempre fomos estimulados a fazer o que gostassemos, mas de todo nao era bem assim! Era mais pra fazer o que gostassemos soh se aquilo fosse 100% garantia de uma vida estavel e segura. E esse tipo de coisa nunca me pegou muito nao.

Eu tinha duas coisas muito claras na cabeca: se eu nao fosse mandar pro saco 2 anos de Ed Fisica, largar tudo e me mandar pra Sao Paulo no final daquele ano (onde ja tinha trabalho e agilizado varias coisas pra me manter la), iria mandar pro saco 2 anos de Ed Fisica, abandonar danca e comecar o curso que eu queria de fato.

Ai deu no que deu… Larguei tudo o que ja estava me fartando: Uma faculdade frustrada, decepcoes com a galera do meio, esse mal humor que nunca foi meu, um namoro que arrastado que so me atrasava e me mandei pra ca!

Na primeira bambeada de duvida se aceitava ou nao essa proposta de trabalho, me joguei. E ja disse e digo de novo: foi o melhor coisa que eu poderia ter feito! As coisas que ganhei e estou vivendo aqui sao impagaveis! Desde de grana, experincia a consciencia. Essa, a mais valida!

Nao culpo meus pais de maneira nenhuma. Sei que toda essa pressao que talvez so eu sentisse, eh cuidado em excesso, pura preocupacao e pretensao de fazer a coisa certa. De dar aquela equivocada ideia de “caminho certo” ou “emcaminhada certa”.

Sai do colegial com 18 anos. 18 anos! Me diz o que voce sabe, o que quer da vida com 18 anos? Ta, agente sabe (eu, bailarina). Mas e dai? E ai?

Eu acho que todo mundo tinha que terminar os estudos e ter um ano pra colocar a cabeca no lugar. Que isso fosse parte do curriculo escolar, sabe? 

-Para concluir o ensino medio o aluno devera cursar um ano e ser aprovado nas seguintes disciplinas:

 >”pensar no dia seguinte”,

>”pensar o que quer pra sua vida,

>”pensar no que nao quer pra sua vida”

>”pensar em fazer coisas que te deem prazer (prosissionais hein?)” 

>”arrumar um dragao de estimacao” (essa fica por minha conta).

Ensino superior eh um fato e mais que necessidade. Alem de tudo que ja sabemos, te abre para novos horizontes. Ate fazendo um curso avesso ao meu gosto, tive retornos incriveis. Imagina fazendo o que gosto?

Eu sou um problema e isso tambem eh um fato. Agora vejo tudo com outros olhos. Nao, eu nao vou contradizer tudo o que disse ate agora!

Agora eu nao vejo a hora de voltar pro Brasil, pra prestar um vestibular e fazer o que queria realmente! Sinto uma falta, um buraco enorme de ler, ler, ler, ler, ler (sendo aqui um tanto quanto dificil conseguir ler alguma coisa), estudar, estudar, estudar, estudar, pesquisar, pesquisar, pesquisar.Me enfiar de cabeca num projeto, sabe? Produzir, render, estampar ideias, escancarar conceitos, enfim. Tenho sede dessas coisas novamente, e sei que isso vai me levar devolta pra sala de aula assim que pisar na terrinha, com todo prazer!

Nao tenho pensado em outra coisa… Foi igual quando cortei meu cabelo curto: – Primeiro pensei a respeito. Depois, passei a pesquisar sobre. Depois pensei seriamente sobre o assunto. Depois, alisei o cabelo. Depois, fui lah e cortei!

Sobre tudo isso que ja falei, pensei, pensei seriamente, alisei o tema…

 E agora, soh falta mudar o corte de novo! …

“Ten cha”!

Ola a todos!

Quero desde ja agradecer a todos pelas visitas e recados que deixaram aqui! Fiquei muito contente de verdade e acreditem, fiz com muito carinho! Cada palavra foi pensada e escrita de todo coracao! Obrigada mesmo! E ah! Estou ainda em fase de reconhecimento de territorio, mas breve a estrutura do blog estara completa! Informacoes, links, fotos e videos pessoais, sugestoes, traducoes e afins! Chegaremos e breve la! Mas vamos, vamos…

E o que tenho pra dizer hoje, tem a ver de onde e como elas, estas palavras, me vieram!..

Use o ultimo slogan da Cred card: .”..nao tem preco.Tem coisas que o dinheiro nao compra!” para sublinhar o que vou dizer! Ta… piegas, mas uso assim mesmo!…

Moramos todos (nem tantos “todos” assim de uns tempo pra ca) juntos em Shanghai, numa casa grande, bem divida e que eh a nossa casa “fixa”. Pra onde sempre voltamos cada um de suas viajens que por vezes duram um ou dois meses em outras cidades, por exemplo.

La, temos um esquema de divisao de quartos. Rapazes em duplas em dois quartos, e garotas em duplas em outros mais. Como o grupo diminuiu e os rapazes ja nao estavam mais, os quartos sendo bem espacosos como sao, os dividimos em mais pessoas. Agora seis meninas, em dois quartos.

Divido minha vida, porque esse eh o termo correto mesmo, com a mesma amiga desde o comeco. Nos damos muito bem. E claro, agora tudo ja esta pior que uma grande irmandade entre agente! Problemas, risadas, casos, fatos, intrigas, angustias.  Tudo dividimos do comeco ao fim e isso se torna tao comum, que nem percebemos o quanto ja fazemos parte da vida de outra pessoa e vice-versa!

Porem, algo me perturbou por esses dias.

Nao estou em Shanghai. Estou em Loudi, uma cidadezinha bem  interiorana, daquelas que todo mundo se conhece (que estrangeiro vem de nave espacial de uma galaxia distante, a proposito) e todo mundo se encontra na pracinha no fim de tarde, sabe?  Estamos instalados num hotel, talvez o unico daqui. E como nao havia quartos para tres pessoas, deixaram duas de nos num quarto duplo, e eu, como ca estou num quarto de casal, sozinha.

E caramba! Como nao percebi que estava precisando de solidao. Ou  individualismo, no bom sentido.

Agente, mesmo que nao tenha muito consciencia disso, temos nossa propria estrategia de organizacao diaria. Por exemplo; voce acorda e sabe que vai escovar os dentes (afinal de contas voce eh brasileiro, isso eh um habito, assim espero), depois vai tomar o seu cafe ou nao, sabe que depois vai ter um tempo ocupado ou nao antes do seu almoco, sabe que depois vai na academia, volta ao seu trabalho, adiantara algo em especial, resolvera problemas rotineiros, enfim, sabe que depois vai estar com fomee vai sacia-la, ou vai ter que dribla-la para sua dieta funcionar hoje, depois vai continuar fazendo coisas interessantes ou nao, vai ver internet, comecar sua carga horaria de trabalho, sair para a balada, chegar em casa, sentira cansaco, refletira que teve surpresas no seu dia ou nao e dormira. Ha quem diga que nao gosta de rotina, que nao planeja seu dia como eu por exemplo, mas o fazemos inevitavelmente. A ordem dos fatores nao alterara o produto e nem como constatara talvez inconsciente como eu, que seu dia passou.

Com a velha desculpa que tanta coisa acontece ao nosso redor, nos acostumamos a nao nos atentar a essas minucias e vamos fazendo do dia-apos-dia, uma “osmosidade” em cadeia. Passei a  sentir que muita coisa de mim tinha se esvaido mas nao conseguia saber o que, nem como.

Nesses primeiros 5 dias que estou aqui ‘nesse quarto tao profundo’, aproveitei para abrir a percepcao e entender o que estava de diferente e me pertubando. Depois de tanto tempo, quase um ano dividindo sempre minha intimidade com outra pessoa, estranhei estar denovo sozinha. E tinnha esquecido de como eh isso eh bom! E pra mim, mais do que uma necessidade.

As vezes la em casa, sentava na frente do meu computador e tentava achar alguma coisa ou motivo pra escrever e nao me saia nada… Era a amiga que entrava, a outra que batia a porta, outro que fazia uma piada, um comentario que surgia, um pedido de sugestao do que vestir, do que fazer, que horas sao, etc. Isso nunca me incomodou, muito pelo contrario. Dava uma dinamica e uma certa vida pra aquele comodo. Mas eu nao entendia que me  sentia meio oca, sabe? Faltando espaco no meio de tanta ociosidade que cabia dentro desses momentos.

E poxa! Como eu amo meu espaco. Fisico nao, porque nao terei tempo de gostar  daqui, dessas paredes, da cama, do espaco entre ela e o computador. Mas eu nao lembrava de todas as delicias que envolve tomar um banho de porta aberta!

Acordo com meu despertador, ligo meu som, ponho aquela selecao de musicas  – as musicas-da-Carol-que-soh-ela-gosta – desperto devagar, tomo meu cafe (nescafe, por que estou aqui afinal), leio meus emails, vejo minhas mensagens, mando recados, me forco a desligar o computador, organizo minhas coisas e abro os sentidos. Abro minha janela, observo o movimento, escuto os sons, sinto os cheiros das fumacas direntes, calco meus tenis e pico a mula! Dou uma voltinha no quarteirao, vou ate aquela praca que eh um encanto ali do outro lado da rua. Me sento, me divirto com a distracao das pessoas, pego a volta e vou fazer o almoco.  E acho tudo isso um maximo! Nesse momento egoista esqueco de tudo e so curto o silencio que faco e fico! E nao divido com ninguem!

Ai, retomo minha vida social no preparo da comida.  Onde,  adoro cozinhar pra amigos,  e aproveitamos para atualizar os muitos casos e novidades desde a ultima noite, rs. Nos retiramos e venho empolgadissima pra encontrar o nada que me espera. Uaaau! Entro no quarto, religo o computador e ja tenho varias impressoes de uma ‘metade de um dia inteiro’. Assisto meus companheiros, meu videos amados que nao canso de ver, desligo o computador e respiro o ar que ai esta  soh pra mim! Que barato!Ponho meus tenis denovo, e vou pra academia. Hoje, uma das meninas estava com dor de estomago e a outra, quis ficar e entao fui “sola”.

Ah! Nunca vi tanta coisa nova na mesma rua velha antes! Andei ao meu passo apressado de sempre mas com outro peso. Chegando la, fiz meu treino, fiz minha aula de ballet como ha teeeempos precisava. Depois de umas boas 3 horas, voltei feliz da vida  pra casa.

Cheguei, uma outra selecao de musicas – essa diferente da primeira: musicas-da-Carol-que-ninguem-sabe-de-onde-ela-tira -, nos auto-falantes! Pois eh! Nada de fones de ouvido! Caixinhas de som ja! Liguei o chuveiro e banho mais uma vez de porta aberta com direito as conversas que tenho comigo mesma em alto e bom tom e algumas cantorias! Sai, me vesti, recados pra mamae, uma sapiada pela rede, a ideia do tema jogada na caixa de rascunhos, maquiagem, figurino e sapatilha na bolsa e bora pro lavouro. Outro encontro social no saguao do hotel, camarim e palco com as meninas, mais atualizacoes, reverancee, e volta para meu delicioso pequeno!… Outro banho, outra prosa comigo durante ele, e ca estou!

Ah!… Se digo que ha coisas que o dinheiro nao compra eh porque hoje essa frase me basta. A cada dia que tenho passado comigo mesma estou me namorando mais e mais! Amado cada detalhe que me pego presa novamente e cada deles que me voltaram! Tenho feito mais ou mais (porque nao eh menos) a mesma “desrotina” esses dia. Mas hoje foi o estupim! Fiquei muito contente em ter por exemplo escrito o texto anterior que me veio como graxa no portao: deslizando no teclado e que ha pouquissimo tempo atras nao saia de jeito nenhum! Voltei a pegar meu papel e lapis que ainda sao meus favoritos em horas como essa, escrevi cartas que sao realmente a minha praia, pra amigos tao queridos que queria ter escrito a tanto tempo mas que dizia pra mim mesma que nao tinha tempo!

E o tempo, na verdade, esta aqui. Correndo no reloginho digital aqui no lado direito inferior da tela, como sempre o fazia e na mesma cadencia. Mas agora ja o revejo a meu favor e se adequando a meu gosto!

Feliz da vida com meu modesto mundo, nao tenho reclamacoes ou tempo ruim. Por vezes andava meio emburrada ou nervosa com um ‘o que’ desnecessario que agora sei que na verdade estava era carente de mim mesma! E como sou carinhosa! rss

Daqui ha uns dias, uma semana ou pouco mais, voltamos a Shanghai. Retomamos nossa privacidade compartilhada assim dizendo, mas eu, revitalizada e com outros ares! Nunca mais deixo de me telefonar ou mandar flores no todo dia segunte! Fechar as portas do meu pequeno-grande mundo pra mudancas e reformas, mas me esquecer la dentro por uns tempos, ja passa a ser compromisso e nao deixo de fazer mais! rs

Perder o vazio eh empobrecer! E ainda tenho muito e ganhar!

Um grande beijo pra mim,

mas um bem maior pra voces pro proximo dia em que estiverem ai sozinhos com suas sentencas!

Divirtam-se e pasme! Eh cada coisa que descobrimos!…

Boas reflexoes!

 Um muito xie xie (obrigada) e ate as cenas do proximo capitulo!

 

Por hoje chega! Eu-mesma esta pedindo atencao! Com licenca!

Beijos!